Saúde Mental no Trabalho
Saúde mental em empresas foi, notoriamente, assunto apenas de bem-estar. Contudo, em 2026 o tema reveste-se em conteúdo estratégico dentro das empresas, vez que o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, o maior número da última década, com ansiedade, depressão e "burnout" liderando os diagnósticos, conforme amplamente difundido pelos veículos de comunicação.
Por via reflexa, devido à falta de preparo empresarial, o judiciário registrou aumento de 15% de demandas trabalhistas relacionadas a "burnout" somente nos primeiros meses de 2025. Ao mesmo tempo, a já célebre NR-1 passou a exigir das empresas maior atenção aos chamados riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Desta feita, cuidar da saúde mental dos colaboradores é uma questão humanitária, com égide na solidariedade e fraternidade, também é gerir riscos, produtividade, retenção de talentos e responsabilidade jurídica. As doenças laborais costumam mudar conforme a sociedade evolui (LER, DORT, tendinite, depressão, síndrome do pânico) e as empresas que não acompanham essas mudanças, a tempo de evitar e/ou dirimir danos, têm fortes perdas, no fim de tudo, econômico-financeiras.